História

A história da IDE

A Igreja Dádiva Eclesiástica surgiu a partir do anseio de alguns irmãos, membros e líderes, que desgastados com o retrocesso dos trabalhos aplicados na evangelização local, com o subdesenvolvimento dessa igreja de 43 anos de história na cidade, desejaram veementemente estabelecerem-se como uma agência eclesial, capaz de difundir com eficácia o Evangelho de Jesus Cristo nas adjacências; alcançando com isto, todos seres humanos carentes de Deus. Dessa primeira aspiração, surgiram questionamentos como:

– Há algo errado com o sistema administrativo?

– O que viria a ser este possível erro?

 

02 de Maio 2015

Surgiram então, várias teses, as quais fundamentaram-se em um formato bíblico da igreja dos apóstolos, e em estudos sócio/antropológicos, que resultaram em pelo menos três importantes fundamentos para a coexistência desse grupo então, sócio/religioso.

Em primeiro lugar, o sistema administrativo centralizado da Igreja é contrário ao ensinamento bíblico. Nas igrejas do primeiro século, havia em cada uma delas, uma pluralidade de anciãos (presbíteros), cujas funções eram equivalentes (Atos 14:23). Estes anciãos eram também chamados de pastores (Efésios 4:11) e bispos (Filipenses. 1:1;) (Tito 1:5-7). A autoridade que eles exerciam não ultrapassava os limites da Igreja local. Jesus Cristo era o único Bispo, o Supremo Pastor sobre todas as igrejas (I Pedro 5:4).

Em segundo lugar, uma igreja local no sistema administrativo centralizado é alienada; ela é apenas uma raiz que sustenta uma instituição, cuja maior preocupação dos seus dirigentes, é a conservação de seu emblema e patrimônio, não a subsistência do grupo local, que é de fato o cerne da Igreja do Senhor Jesus Cristo.

Em terceiro lugar, o sistema administrativo centralizado desconhece os valores culturais peculiares das igrejas locais. Antropologicamente todo indivíduo, tem nesses valores, bases significativas para sua subsistência. No caso em questão, essa administração distante, além de minar quaisquer possibilidades de participação dos irmãos locais na condução de sua igreja, os priva dos próprios recursos financeiros, e os deixa sem investimentos na evangelização local, como se o crescimento da igreja, dependesse tão somente das decisões de um grupo de pessoas seletas, reunidas em um escritório na capital do estado. Esses três fundamentos, foram determinantes para que o grupo começasse a reivindicar seus direitos.

Com o passar do tempo os ideais desses irmãos, foram se transformando em projetos cada vez mais claros e exequíveis, que consequentemente veio resultar no desligamento imediato de aproximadamente quarenta e poucos irmãos daquela congregação. Em poucos meses, outros irmãos também foram percebendo as verdades contidas nesse ideal, e foram achegando-se ao novo Projeto de Evangelização. A verdade, é que Deus falou ao coração deles, por que depois de tanto orarem, pedindo esclarecimento ao Senhor, Ele começou a falar em sonhos e visões, a vários irmãos, que foram percebendo a sublime vontade desse Deus restaurador, que está sempre pronto a ajudar aqueles que tem um coração desprendido das coisas terrenas, e uma mente livre de sentimentos facciosos.

Os fatos acima descritos, compreendendo as motivações e as decisõestomadas, aconteceram na cidade de Baixo Guandu, Estado do Espírito Santo. O Pr. Josias Galacha que havia trabalho durante onze anos em várias cidades como pastor daquela Instituição, já há muito tempo orientava os outros irmãos, quanto a fatores negativos do sistema administrativo centralizado. Assim ele foi ponderando esse pensamento com alguns irmãos, no que a maioria concordava, mas estavam inseguros quanto aos riscos de um confronto de ideais.

No ano de 2015, o Pr. jubilado, Francisco Matias de Araújo, (parente da grande maioria dos membros da igreja) veio a cidade passar alguns dias com os irmãos e então foi abordado pelo Pr. Josias que lhe explicava o assunto; surpreendentemente ele gostou da ideia e convidou a família para discutir esses novos pensamentos. Foram apenas cinco reuniões para que a decisão fosse tomada: no dia 02 do mês de maio do ano de 2015, surgiu a Igreja Dádiva Eclesiástica – IDE. Foi deixado para trás, tudo que haviam construído. Começaram a reunir em uma pequena varanda da casa do Pr. Josué, depois de uns dias descobriram que a área de serviço do Pr. João Matias era maior e foram para lá; assim, ficaram alguns dias até que alugaram um pequeno templo onde puderam de novo, ter o conforto de um ambiente apropriado para reuniões de adoração.

Ainda que aquele grupo não tivesse condições financeiras e nem bens materiais que pudessem dar uma estrutura a nova organização, eles nunca desanimaram, isto, por que já haviam constatado que “igreja”, não é uma empresa ou instituição gerida pelo poder aquisitivo ou por mero interesse empresarial, em detrimento das necessidades dos membros contribuintes. O que é mais importante: tiveram a sensação de se sentirem parte, viverem sua real identidade de igreja.

Fazendo parte desse primeiro momento, surgiu meses depois, as igrejas de São Mateus – ES e Ipanema – MG. No dia 14 do mês de dezembro de 2016, o Pr. Roney Jardim em Pindamonhangaba – SP decidiu aderir ao Projeto IDE e junto com ele, o Pr. Rogério e a sua esposa, Dsa. Maria Cristiana e o Pr. Donizete com a sua congregação da cidade de Campos do Jordão – SP, a partir dessas adesões, vários outros líderes foram se chegando e no Vale do Paraíba surgiram as igrejas de Jacareí – SP, Salesópolis -SP, Campos do Jordão – SP e São José dos Campos – SP. Desde então, nossa igreja vem caminhando sem nunca esquecer sua função missionária; ela vem se espalhando por todos os estados do Brasil, sempre pautada nos princípios da doutrina bíblica; ensinando acima de tudo, o amor a Deus e ao próximo, que são ações solidárias efetivas. De todas as maneiras, temos como ideal, fugir de tudo aquilo que é fantasioso e falso, para que o nome do Senhor seja glorificado.

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